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SBOT nacional publica manifesto a reportagem da Folha 

 

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia lançou, em seu portal, uma carta de resposta a matéria publicada no dia 27 de maio pela Folha de São Paulo. Intitulada “Quase metade dos médicos receita o que a fábrica indica”, a reportagem parte de uma pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), afirmando haver relação de subordinação entre médicos e laboratórios farmacêuticos e dando a entender que o setor industrial é privilegiado frente a saúde e garantia a vida de pacientes.

Para a SBOT, o órgão agiu mal e deveria concentrar seus esforços relatando os casos de abuso à Justiça antes mesmo de se reportar à imprensa. Na carta, a Sociedade condena a suposta prática. Veja o manifesto na íntegra:

 

 

MANIFESTO EM PROL DO BOM PROFISSIONAL

A SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia manifesta preocupação com a pesquisa contratada pelo Cremesp – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, e publicada no jornal Folha de S. Paulo sob o titulo “Quase metade dos médicos receita o que a fábrica indica”. A SBOT questiona as razões do Cremesp para realizar a pesquisa e, mais ainda, as razões da sua publicação de forma tão sensacionalista, dando a entender que a classe médica é subordinada às empresas e que o alto custo dos procedimentos praticados por hospitais, planos de saúde e fornecedores de materiais é culpa do médico.

Esta sociedade compreende que as informações publicadas na imprensa nem sempre expressam o que de fato foi dito pelos entrevistados e espera que este tenha sido o caso, pois são surpreendentes as declarações atribuídas ao presidente do Cremesp, de que “para boa parte [dos médicos], a única forma de atualização é a propaganda de laboratório. E com ela vem os presentes, os brindes. Isso tomou uma dimensão maior, mais promíscua, quando as receitas passaram a ser monitoradas" (sic). Mais preocupante ainda é a declaração atribuída ao coordenador da pesquisa, Bráulio Luna Filho, de que "na troca de favores, o médico pode receitar um medicamento que tenha a mesma eficácia clínica do que o concorrente, mas que custa mais caro". (sic)

A desconfiança que o Cremesp tenta imputar aos médicos felizmente não é compartilhada pela população. Diversas pesquisas demonstram que a Classe Médica está entre as instituições mais confiáveis do Brasil. Levantamento do Ibope em 2005 mostrou que os médicos constituem a classe mais confiável para os brasileiros, com 81% de credibilidade, mais até do que a Igreja Católica, segunda instituição com maior confiança (71%), seguida pelas Forças Armadas (69%). No ano passado, pesquisa publicada pela Revista Época Negócios deu aos médicos o terceiro lugar dentre as instituições mais confiáveis, com 82% de credibilidade, atrás apenas dos Bombeiros (95%) e dos carteiros (90%).

Certamente é este o fator pelo qual número cada vez maior de estrangeiros também procura o Brasil para realizar tratamentos de saúde, como revelou a Revista Veja em sua edição de 03 de junho de 2010. Utilizando dados do Ministério da Saúde, Veja afirma que cerca de 200 mil estrangeiros vieram ao Brasil para tratar a saúde no último ano, em virtude da “qualidade dos serviços e acolhimento dos médicos brasileiros”. 

A SBOT condena eventuais relações comerciais que os médicos possam ter com o segmento industrial, hospitalar e/ou de saúde suplementar que sejam lesivas aos pacientes, contudo, entendemos, também, que o Cremesp extrapolou suas competências. O paciente tem direito de receber um bom atendimento e o médico, dentro dos preceitos éticos e morais contidos no Código de Ética Médica, tem o direito de prescrever o que julgar mais adequado visando à cura e à melhor qualidade de vida do doente. Entendemos que o profissional pode e deve, quando possível, levar em consideração a condição sócio-econômica do paciente nas suas prescrições. 

Se o Cremesp possui provas de que determinados médicos trocam favores com a indústria, “prejudicando o paciente”, deve agir com o rigor que a lei lhe confere, na qualidade de órgão fiscalizador do exercício da Medicina, em respeito aos profissionais que agem dentro dos princípios éticos e morais em beneficio dos pacientes, que merecem nossa dedicação, respeito e trabalho.  

São Paulo, 14 de junho de 2010
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA 

 

 

18/06/2010 - SBOT 
 
 
 

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